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CAMPING

Para quem procura aventura e contato bem próximo com a natureza, sair acampando por aí pode ser a opção certa. Além disso, o custo é bem baixo, ideal também para quem não quer (ou não pode) gastar muito com acomodação em sua trip. Há diversos campings espalhados pelo nosso país, alguns com infra-estrutura moderna, outros com bem menos condições...

O importante é que acampar requer um desejo de aventura, pois a pessoa dever estar preparada para as mudanças de tempo que podem ocorrer, às vezes, um pouco de desconforto, entre outras coisas. Mas, com certeza, é uma experiência muito legal e cheia de surpresas!!

Preparamos algumas dicas para introduzir você nesta nova aventura.

1) Leve roupas de tecidos leves e fáceis de dobrar (com pouco peso, economiza espaço na mochila);
2) Leve lanterna, estilete, fósforos, pilhas para lanterna;
3) Se você pretende cozinhar no acampamento, deve levar utensílios de cozinha que pretender usar;
4) Leve repelentes e protetor solar (você vai passar mais tempo fora da barraca, do que dentro dela);
5) Um "saco de dormir", uma manta e um "travesseiro de avião" são ótimas pedidas para tornar suas noites de sono mais agradáveis;
6) Não se esqueça de levar tênis e chinelo (mais confortáveis para caminhar).
7) Pratique armar sua barraca em casa antes de viajar, assim você não terá que descobrir como montá-la enquanto cai uma tempestade!
8) Certifique-se que sua barraca aguenta todos os climas e temperaturas.
9) Se possível, não deixe sua barraca tomar muito sol. A exposição prolongada enfraquecem o nylon.
10) Seque bem sua barraca antes de colocar no saco.
11) Não faça fogueiras próximo a barraca ou árvores.
12) Leve uma caixa de primeiros socorros.
13) E o mais importante: leve seu espírito de aventura.



EQUIPAMENTOS

O camping não representa só a opção de hospedagem mais econômica, mas, muitas vezes, é a única possível. Viagens como a travessia da Serra dos Órgãos (RJ) e a Trilha do Ouro, no Parque Nacional da Serra da Bocaina (SP), ou ainda a visita às cachoeiras escondidas da Serra do Cipó (MG), são inviáveis sem barraca. Mas nem só de áreas selvagens vive o nosso campismo. Nos centros turísticos mais desenvolvidos, como Búzios (RJ) ou Ubatuba (SP), os locais incorporaram luxos como piscina, sauna, luz elétrica e restaurante. Alguns campings cinco estrelas não ficam nada a dever a pousadas.

Necessidades básicas - O equipamento depende do tipo de área. Antes de viajar é aconselhável se certificar sobre a infra-estrutura do local. Em campings bem aparelhados, com banheiro, chuveiro, luz elétrica e restaurante, a lista inclui apenas a barraca, o saco de dormir ou colchonete, um isolante térmico, que evita a perda de calor no contato com o solo, e uma lona plástica para forrar o chão.

Se vai ficar em um lugar selvagem, a lista cresce. Será necessário improvisar cozinha e banheiro, no mínimo. Você terá de levar um fogareiro e uma pá para enterrar os dejetos. Completam a relação lanterna, panelas pequenas, pratos e copos plásticos, talheres, cantil e descontaminante para água, como o Aquatabs, da Bayer.

Além dos básicos, há vários acessórios úteis para não ficar com a barraca na mão. A lista inclui lampião, cartuchos de gás, repelente, apito, primeiros-socorros, capa de chuva, pilhas, lanterna reserva, faca, canivete, luva de amianto, pegador de panelas e recipientes para comida. Acampar pode parecer um tanto trabalhoso, mas viajar a bordo de uma barraca abre um mundo de parques nacionais, praias desertas e paisagens daquelas que você não acreditava existirem na vida real. Por isso, nos sonhos dos aventureiros sempre há espaço para um camping.

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BARRACA

Quem gosta de viajar tem sempre uma barraca por perto. O importante é identificar qual irá suprir suas necessidades. Para encarar uma trilha, quanto mais leve melhor. As médias acomodam de duas a três pessoas. Têm de 2 a 3 kg (atenção para a etiqueta do fabricante). As pequenas, para uma pessoa, variam de 0,5 kg a 1,5 kg. No entanto, se for viajar de carro com a família, a turma vai precisar do maior espaço possível. Os modelos para grupos grandes podem pesar mais de 10 kg. Leve em consideração: acessórios no interior, como bolsos para guardar óculos, relógios e equipamentos, janelas com tela, para melhor circulação do ar e proteção contra insetos, e armações de alumínio, fibra de carbono ou de vidro, leves e resistentes à corrosão. Além dos acessórios, verifique a adequação ao clima.

A mais comum é a Três Estações (primavera, verão ou outono). Incorpora capa e avanço para guardar duas mochilas médias. Não é indicada para temperaturas abaixo de 10 graus centígrados. A Quatro Estações tem janelas, avancê (para deixar calçados e objetos pequenos antes de entrar), janelas com zíper e capas removíveis, que se ajustam de acordo com a ventilação desejada. A mais leve é a Verão. Indicada para lugares quentes, como o Nordeste, não se adapta bem a frio e chuva. O modelo mais caro e pesado, a barraca de Montanhas, resiste a temperaturas baixas e a tempestades.

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MOCHILA

Das escaladas no Himalaia às trilhas de fim de semana, o sucesso de uma viagem depende da escolha e da montagem corretas da bagagem. Parece exagero? Já imaginou viajar para o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses com uma mala de rodinhas? Qualquer tipo de turismo que exija deslocamento freqüente seria impensável sem uma mochila. Escolher o tipo certo e saber arrumá-la são os segredos para evitar transtornos, como excesso de peso e desconforto por falta de sustentação adequada.

• Peso distribuído - Quer dizer que uma mochila não é igual a outra? Não. E também não basta ter apenas duas alças para os braços que o problema de carregar a bagagem está resolvido. Não são os membros superiores que devem aguentar a carga. Nem tão pouco as costas. A melhor solução é distribuir o máximo de peso possível para os quadris e pernas. Para isso, os equipamentos atuais incorporam uma estrutura especial mais rígida no costado que, em conjunto com a barrigueira (alça abdominal), retira dos ombros e das costas o sacrifício de aguentar o fardo todo. Além do sistema de sustentação, as fitas de ajuste peitoral e a ventilação dorsal para não reter suor completam a lista de acessórios básicos que todo mochileiro precisa verificar em um modelo. Sua coluna vertebral vai agradecer.

• Mochilas para todos os gostos - Existem três tipos definidos segundo a capacidade de carga. Essa característica é dada em litros, pois se trata de uma medida volumétrica.
- As de Ataque têm entre 20 e 35 litros e são compactas e versáteis, indicadas para saídas de um dia ou viagens curtas. Pesam entre 0,5 kg a 1 kg.
- As Semi-cargueiras carregam de 40 a 60 litros. São feitas para viagens de vários dias a uma semana, incorporando compartimentos separados, como tampa superior e acessos frontais para facilitar a retirada de objetos da mochila. O equipamento pesa de 1 kg a 2 kg.
- As Cargueiras conseguem transportar de 65 a 90 litros. São as mais indicadas para quando você quiser levar a casa inteira nas costas. Feitas para longos períodos, incorporam compartimentos estanques e separados, como para o saco de dormir e para a barraca, além de bolsos laterais, tampa superior conversível, suportes e acessos frontais. O peso vazia varia de 2 kg a 3,5 kg.

As mais bem vestidas - Além do tamanho, é preciso levar em conta o conforto, a qualidade dos materiais empregados na confecção e a funcionalidade. Como se vê, escolher o equipamento adequado pode ser tão complicado quanto ir bem vestido na festa do Oscar. Um detalhe errado ou exagerado e seus ombros ou seu humor podem pagar o preço. A mochila ideal "veste" bem em seu corpo. A ergonomia do conjunto deve proporcionar uma perfeita harmonia do transporte da carga com a constituição física da pessoa. As alças peitorais reguláveis devem ser de fácil ajuste mesmo em movimento. E o costado e a barrigueira, feitos em espuma ou material acolchoado, absorvem a transpiração e secam rapidamente ao sol, além de assegurar que as fitas não machuquem.
Os materiais usados na fabricação também influem na performance da mochila. Fivelas e alças de plástico, por exemplo, são muito menos resistentes em relação às feitas de nylon e tendem a afrouxar ao longo de uma caminhada. Assim como o uso de lona ou outro tipo de tecido comum em lugar do já citado nylon no corpo do equipamento vão deixar a água entrar. Outra dica importante é observar se as costuras estão bem-feitas, alinhadas e longe das bordas de corte, pois essas condições garantem a impermeabilização do conjunto.

• Acessórios úteis - Depois de checar a ergonomia e a qualidade, é importante verificar as funcionalidades dos modelos antes de decidir qual será sua companheira inseparável de viagem. Aberturas frontais vão economizar muita dor de cabeça, pois evitam a síndrome do estepe no porta-malas cheio. Se você precisar retirar algo, não vai ter de desmontar a mochila inteira. Compartimentos estanques para o saco de dormir ou para a barraca, por sua vez, vão ajudar a organizar e distribuir melhor o peso no interior. Já a tampa removível ou outro módulo destacável pode servir como uma pequena mochila de ataque para caminhadas curtas a partir de um acampamento. Outros acessórios são as fitas de compressão, normalmente três, que envolvem as laterais no sentido horizontal. Esse tipo de regulagem é importante para mochilas com meia carga, pois permite compactá-la ajustando o equipamento mais perto das costas.

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fonte: Guia 4 rodas


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