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INDO VIAJAR?

Um planejamento inicial é imprescindível. Antes de qualquer coisa, pergunte-se (e a todos que farão a viagem com você):

- Para onde eu quero ir?
- Quem vai viajar?
- Quanto tempo eu tenho para viajar?

Respondendo a essas questões, ficará mais fácil definir seu roteiro. Se você tiver um mês de férias, pode pensar em dirigir alguns dias até chegar ao seu destino ou pode escolher mais de um lugar para visitar. Se você só tiver um feriado prolongado para escapar da rotina, talvez o mais inteligente seja viajar apenas umas horas até o ponto final. Viagens com crianças exigem mais cuidados, manter os pequenos entretidos e calmos por longas horas exige uma dose maior de preparação.

Planejamento
Escolhendo o seu destino
Mapas para auxílio
Paradas no meio do caminho
Dividindo as tarefas dentro do carro
Quanto tempo dirigir
Mão de vaca
Segurança nas estradas




PLANEJAMENTO

Deixar toda a viagem planejadinha nos mínimos detalhes pode evitar imprevistos, otimizar seu tempo de diversão e, em alguns casos, até reduzir os gastos. Mas, venhamos e convenhamos, um pouquinho de espontaneidade também pode cair muito bem. Deixar o acaso ditar algumas regras e mudar os planos de acordo com as circunstâncias muitas vezes são um bom tempero para a viagem. Imagine se o hotel da próxima cidade já está pago e você descobre que no meio do caminho tem um lugar imperdível para conhecer. Ou você perde o que já gastou ou abre mão do upgrade no seu passeio.

Dosar planejamnto e espontaneidade de pende de diferentes fatores:

• A personalidade de quem estiver viajando - não adianta deixar tudo ao acaso se isso for estressante e estragar as suas férias.
• Quem está no banco de trás - as crianças precisam de mais cuidados. Não será nada agradável ficar rodando atrás de um hotel no meio da noite com os pequenos cansados e reclamando de fome. Mesmo com crianças é possível manter o clima de surpresa. você pode arrumar as malas e brincar dizendo que irão a um lugar misterioso.

Mas não se atreva a entrar no carro e entregar tudo na mão da sorte. toda viagem deve ter um mínimo de planejamento. Em trajetos mais curtos, calcule até quantos quilômetros é possível rodar no período da viagem. Com esse número na cabeça, faça um círculo com um compasso no mapa abrangendo todos os municípios que estão dentro do seu raio de alcance. É bem provável que nessa circunferência aparecerão várias cidades interessantes em que você nunca esteve.

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ESCOLHENDO O SEU DESTINO

O Brasil tem uma variedade de destinos proporcional às suas dimensões continentais. Você pode eleger praias que estão entre as mais bonitas do mundo, conhecer a paisagem incomparável do sertão nordestino, voltar ao passado em cidades coloniais, ir para o Sul e fingir estar na Europa. Sente-se com os demais integrantes da jornada e decida o que vocês estão buscando na viagem. Sossego ou agito? Cachoeiras ou sertão? Acampar ou ficar num hotel luxuoso com todo conforto? Uma outra possibilidade é que a estrada seja a atração da viagem. Curtir as paisagens do caminho pode ser tão prazeroso quanto o destino a que ele leva. Consulte guias, agentes de turismo, sites e amigos antes de decidir que rumo tomar. Além do desejo, é também importante levar em consideração quais são os melhores meses do ano para visitar cada região do Brasil.

Viagens sobre quatro rodas com apenas um destino são mais fáceis de planejar. Basta traçar os passos para ir do ponto A ao ponto B e, na volta, de B até A. Dependendo da distância entre os pontos, vale a pena determinar um ponto C, visando um descanso no meio do caminho. Para quem tem pouco tempo ou não está com vontade - ou disponibilidade - para planejar muito, abrir um guia e escolher um único destino é o mais indicado.

Às vezes, num só lugar há programas para diferentes gostos e idades. Uma mesma região pode ter praias mais afastadas e calmas para quem quer deitar na areia e ficar ouvindo o barulho das ondas e praias agitadas e cheias de surfistas para quem prefere a paquera. Um resort tem aulas de ioga e massagens nos jardins para os adultos que precisam desestressar e um clubinho infantil para a garotada cheia de energia.

Com tantas opções no mapa e lugares lindos próximos uns dos outros, não se culpe se for difícil fazer um xis em apenas um. Você pode escolher uma região maior para percorrer ou, então, se seu destino final for distante, programe-se para aproveitar os pontos de interesse ao longo do trajeto. Uma viagem entre São Paulo e o Pantanal Mato-Grossense, por exemplo, pode incluir uma estada na arquitetônica Brasília ou na histórica cidade de Goiás Velho. Quem vai ao Sul pode conhecer várias cidades na Serra Gaúcha, quem prefere Minas, fazer um verdadeiro tour histórico.

Em férias com vários destinos, a flexibilidade da viagem de carro faz ainda mais diferença. Você pode ficar o tempo que quiser em cada lugar, não precisa se preocupar em comprar passagens ou definir todas as datas de chegada e saída. No entanto, vários destinos exigem um planejamento mais detalhado do que um único. Trace o caminho no mapa e calcule quanto tempo demorará até chegar em cada lugar. Na alta temporada, é recomendável fazer reservas nos diferentes destinos. Se os trajetos forem longos e for necessário parar para dormir, identifique as cidades em que há algum tipo de hospedagem.

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MAPAS

Você não tem desculpa para iniciar uma viagem sem um bom mapa no porta-luvas. Livrarias, bancas de jornais, postos de combustíveis e sites na internet oferecem uma profusão de opções de guias e mapas rodoviários do Brasil e até de países do Mercosul. Além de um mapa em grande escala para ir de um estado a outro, considere também levar mapas de escalas menores para os trajetos entre cidades pequenas. Mesmo que você tenha a rota na palma da mão, saiba que os caminhos podem mudar e que um acidente ou uma obra inesperada pode desviar o trânsito para um trajeto alternativo.
Para facilitar a consulta durante a viagem, marque com uma caneta o percurso planejado no mapa. Em um papel, com letras maiores, relacione os nomes das estradas e as respectivas saídas para acessá-las. Uma pequena lanterna pode ser fundamental para enxergar o mapa à noite. Para não correr o risco de ter na mão um mapa desatualizado, não deixe de verificar a data de lançamento da publicação.

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AS PARADAS NO MEIO DO CAMINHO

A quantas horas de casa está o seu destino final? Nem sempre é possível chegar lá numa tacada só. Além disso, não é indicado passar um dia inteiro na direção. Em muitas estrdas é perigoso dirigir à noite, há problemas de assaltos, animais na pista ou mesmo de ocorrer alguma emergência e você não ter a quem pedir auxílio.

Na hora de programar sua parada na estrada, decida se você busca um local apenas para dormir ou se prefere um lugar que ofereça outros atrativos. No primeiro caso, cogite escolher um hotel mais barato e o mais próximo possível da estrada. Caso queira fazer uma parada um pouco mais longa, encontre um local que além de servir para passar a noite não faça você se sentir apenas em trânsito. Ou seja, uma cidade que tenha um restaurante, uma pracinha ou até alguma atração turística.

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DIVIDINDO AS TAREFAS NO CARRO

O motorista não pode ao mesmo tempo dirigir, olhar o mapa e tomar conta das crianças no banco de trás. Uma divisão simples de tarefas é suficiente para harmonizar a convivência dentro do carro:

MOTORISTA - Antes de qualquer coisa, cheque se todas as pessoas que vão pegar o volante estão com a documentação em ordem. Procure realizar a troca antes que o cansaço tome conta do motorista. As paradas podem ser uma boa oportunidade para essa troca. Se você for o único piloto no carro ou estiver viajando sozinho tem um motivo a mais para seguir as orientações da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego: não dirigir mais de oito horas por dia. Se você esperar o cansaço chegar, será mais complicado e fatigante começar a procurar um lugar para passar a noite.

"NAVEGADOR" - Esteja sempre com os mapas à mão. É você quem vai dar as indicações da rota traçada e do trajeto a ser feito em caso de acidente ou trânsito. Cuide também do dinheiro do pedágio. Se achar que o cansaço tomou conta da expedição e considerar que está na hora de parar, convença o motorista, mesmo que ele ache que ainda pode ir adiante.

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QUANTO TEMPO DIRIGIR?

Conhecer sua resistência ao volante é fundamental para traçar o roteiro da viagem. Não há uma regra que defina quanto tempo uma pessoa pode dirigir sem parar. O próprio motorista é quem deve impor seu limite. Mas não pense ser possível cruzar o país de uma vez só. O indicado é fazer paradas a cada duas horas ou a cada 150 quilômetros para sair do carro, esticar as pernas, dar uma pequena caminhada, alongar os músculos, tomar uma água. O aconselhável é dirigir no máximo oito horas por dia, pois o cansaço é o maior inimigo da segurança do motorista. E, quando entre os passageiros houver crianças, gestantes ou idosos, recomenda-se fazer paradas mais constantes e viagens mais curtas.

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MÃO-DE-VACA

A economia do viajante está em grande parte na postura, como não ficar deslumbrado com facilidades duvidosas. Saiba como manter a mão fechada nas horas certas (para abri-las mais tarde):

• Agência local compensa - Fique esperto ao comprar um pacote que inclua passeios. Em geral, você encontra roteiros mais baratos nas agências locais.
• Andar a pé eu vou - Só custa a sola do calçado. Em cidades históricas, praias e parques, as caminhadas são essenciais. Hospede-se próximo às atrações ou em um ponto a partir do qual você possa fazer o máximo de passeios sem condução.
• Antecedência - Quer economizar? Comece desde já. Nada de deixar para amanhã a reserva que pode fazer hoje. A atitude vai assegurar descontos importantes. Em passagens aéreas, por exemplo, você consegue tarifas até 60% menores.
• Baixa temporada - Essa entidade mítica, padroeira dos turistas econômicos, pode garantir alívio no bolso de até 70% a menos. Em geral, sua aparição acontece duas vezes ao ano, de março a junho e de agosto a novembro. E derruba preços como um rolo-compressor. Mas fique atento: feriados e eventos trazem de volta os valores altos.
• Combine antes - Uma roubada clássica. Você usa o serviço das barracas de praia ou de guias e leva um susto na hora de pagar. Para evitar surpresas, combine ou pergunte antes os valores. E barganhe. Turista econômico que se preza briga pelo desconto.
• Eventos de graça - Compre um jornal local. No verão, as cidades de praia costumam organizar agendas agitadíssimas, com shows e outras atrações - de graça! Mesmo se não encontrar nada, poderá ser uma boa leitura de banheiro.
• Fuja de indicações duvidosas - O receptivo local ganha comissão de agências, passeios e até restaurantes. Indicações dos hotéis são úteis, mas não são os Dez Mandamentos. Use o Guia Viajar Bem e Barato e passe em um balcão de informações turísticas.
• Hospedagem do vizinho - As cidades movimentadas sempre têm vizinhas mais baratas e vazias. Você precisa apenas ponderar se vale a pena ficar longe do agito.
• Supermercados e padarias - Você pode substituir refeições em restaurantes por comida de supermercado. Em trilhas ou passeios de um dia, lanches evitam gastos nas paradas. Nos hotéis e pousadas, o frigobar pode guardar as compras e o desejum do dia seguinte. Se não consegue acordar cedo, você pode optar por uma diária mais baixa, sem café da manhã.

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SEGURANÇA NA VIAGEM

Contar dinheiro em público, deixar a mala ali só um pouquinho enquanto você pede informação, esquecer a porta do quarto destrancada. Se você não quer correr o risco de estragar a viagem melhor não marcar esse tipo de bobeira. Fique atento:

Antes de partir - Não comente perto de estranhos que vai viajar. Suspenda a entrega de jornais e peça para um vizinho recolher a correspondência. Guarde jóias e dinheiro em cofres de bancos. Ao contrário dos conselhos habituais, não deixe luzes acesas, pois, durante o dia, significam ausência de pessoas. Desligue a campainha para deixar em dúvida quem quiser verificar se está em casa.

Mulheres desacompanhadas - Na hora de fazer a mala lembre-se: o mais importante é a independência. Significa não precisar de ninguém para carregar sua bagagem. Não ande sozinha em becos, vielas e locais desertos. Antes de sair informe-se sobre bairros perigosos. Quando estiver em trânsito não carregue ao mesmo tempo casaco, máquina fotogrática, bolsa e sacola. Tente juntar tudo em um só volume para diminuir o risco de perder as coisas. Se for seguida, entre no primeiro bar, restaurante ou hotel e peça ajuda. Mantenha a família informada sobre seu roteiro.

No ônibus ou no avião - Use etiquetas grandes e coloridas. Permitem a fácil identificação de suas malas nas esteiras ou balcões de entrega. No ônibus, leve a maior parte de sua bagagem no compartimento de baixo, mais seguro. Mas mantenha os objetos valiosos, dinheiro e documentos com você. Quando estiver embarcado prefira colocar sua bagagem da mão do lado oposto ao seu assento, para visualizá-la. Nas escalas em aeroportos fique atento para evitar pegarem sua mala, ainda que por engano. Em paradas, leve sua bolsa, mesmo se não tiver intenção de comprar nada.

Seu dinheiro - Guarde as notas em lugares separados para, em caso de roubo, não perder tudo. Se estiver acompanhado, divida o dinheiro. Faça fotocópias dos documentos e deixe os originais no hotel. Quando for sair leve apenas o necessário para o dia. Acomode em uma pochete que você possa colocar dentro da calça ou embaixo da camisa. Se estiver na praia use uma normal (mais segura do que uma mochila). E lembre-se: sacolas a tiracolo e bolsos atrás são os alvos preferidos dos batedores de carteira. Em lugares abertos, não pendure bolsas, máquinas fotográficas ou câmeras de vídeo nas cadeiras ou coloque-as no chão. Mantenha fora da carteira, o telefone do banco, do cartão de crédito e os números dos cheques e do cartão. Em caso de extravio, comunique as empresas imediatamente (consulte as Delegacias do Turista)

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fonte: Guia 4 rodas


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